
Um planeta misterioso que traça um caminho de choque eminente com a Terra, um asteróide gigante que se aproxima, a conclusão de um plano milenar de invasão alienígena, profecias Maias que se confirmam, charadas deixadas por Nostradamus finalmente desvendadas, uma tempestade solar de proporções jamais vistas, um plano secreto da NASA, o maior vulcão do mundo que entra em erupção, inversões polares, Tsunamis gigantes, o retorno do anticristo. São muitas as teorias do fim do mundo. O fascínio do homem pela catástrofe é milenar. Todos se perguntam COMO será o fim do mundo, seus efeitos físicos, tudo aquilo que se pode VER, o "espetáculo", uma falsa sensação de que, ele acontecendo de fato, nós humanos veremos tudo de longe através de uma tela de cristal líquido ou numa sala de cinema 3D. A ficha que não caiu para o homem moderno é a de que o "fim do mundo" que se fala não é o fim do planeta, mas da VIDA dentro do planeta: se fala do fim do homem. Então, ao invés de nos perguntarmos COMO seria o "fim do mundo", porque não começamos a nos perguntar ONDE estaremos, com QUEM estaremos, o que SENTIREMOS, quanto TEMPO teremos, o que DIREMOS diante do "fim do mundo"? Se ele for uma surpresa, chegar sem aviso, enquanto estamos no trabalho, em pleno vôo, no meio de uma briga com quem amamos, dentro do metrô, lanchando no MacDonald's... Seriam esses os últimos registros de nossa "grandiosa"existência? "A TRÊS ATOS DO FIM DO MUNDO" , texto de Caesar Moura, trás o tema aos palcos de Teatro, através de um olhar original, mostrando um fim de dentro para fora sem evitar a total perplexidade humana diante do inevitável.
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